Pular para o conteúdo principal

Somos humanos!


A vida é um ensaio constante. Nunca estreamos de verdade, pois estamos sempre tentando ajustar o seu texto pra ficar melhor. E para que isso aconteça, são necessárias as pausas. Elas complementam o processo criativo, estimulam a disciplina, o ritmo da boa produção. Por vezes longa, nos fazem entender melhor certos valores e as relativas mudanças. Estamos sempre a caminhar numa direção cujo destino não sabemos, mas fingimos a nós mesmos que há de ser melhor que o início da estrada. Talvez seja mesmo, pois quilômetros rodados representam experiência, vivência, boas e más lembranças, mas acima de tudo, referências para evitarmos os mesmos erros. Esse eterno iniciar, pausar e retornar é o elixir da vida. Transcodifica nossa humildade, afastando-nos de vez da arrogância de quem pensa que sabe tudo. Somos humanos! Incongruente sabermos tudo. Pena que a maioria não raciocine assim.

Enfim, estou mais uma vez de volta pro meu aconchego, pro meu cais de porto, pro meu sustentáculo. Como já dizia o Poeta Cazuza, em algumas de suas inesquecíveis e sábias canções:
“O poeta não morreu / Foi ao inferno e voltou (...)”
 “Eu vi a cara da morte / E ela estava viva.”
E como um sobrevivente, compartilho com vocês, minhas novas e impressões.
Bebam da fonte! Dessa, vocês podem beber.

Comentários

  1. A experiência dada pelos meus quilômetros rodados, mas que qualquer coisa, me indica que sei bem pouco de tudo. Possivelmente a atitude mais inteligente que alguém pode ter é assumir-se um eterno estudante da vida...

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

Da série "Frogmentos"...

“Incomoda-me demais esse ranço sócio-político-preferencial que nos envolve e que as redes sociais só fazem estimular.  O "pensamento" é restrito e o foco principal acaba sendo sempre descartado em função de individualismo e miopia cultural.” 

Sobre Trilhos à Beira-Mar

Imagens vêm e vão. Não me deixam em paz nos intervalos. Procuro ocupar meu tempo Com coloridos e infindáveis pensamentos A fim de sublimar meus medos. Eles nem são tantos... Representam apenas mais ou menos, grande parte de mim. Imagens vêm e vão. Elas se renovam e se revezam em lembranças E me levam de volta àquela maldita estação Onde por longos minutos, vida minha quase vi por um fio. Um fim de linha. Stop! “Nossos comerciais, por favor!” Retornar à realidade doeu no corpo deveras cansado. A alma aturdida, Mente descontrolável. Onde estão os meus sentidos nessa noite de abismos e sombras? Madrugada tão pouca em breve acalmar. Todas as canções, todas as futuras alegrias nos próximos dias, Não me farão chegar ao que eu fui um dia, À calmaria de um desconfortante recomeçar. A vida passa como desgraça sobre trilhos à beira mar. É preciso seguir, submergir para não naufragar. Sonhos, ainda em mim. Vida há enfim.

Anti-Doce

Hoje, até o doce está doce demais. O sabor açucarado me causa náusea de raiva por necessitar de enérgico sabor. O doce, hoje, não me despertou frescor. A glicose atingiu minha alma, passando batida pelo meu sangue em brasa. O dócil me traz o ócio de ter de fazer o que não me agrada, O que me revolta, O que me agride moralmente. Não há paladar que me aguente! Hoje, e nas próximas horas, nos momentos recentes, Tudo em mim, agora, transcende. Ultrapassa os devidos e coadjuvantes espaços, Rompendo laços de infinita aflição. Eu quero gritar! Não devo. Eu quero voar... Não posso! Eu quero extirpar a dor que habita em meu peito. Exagero? Só sei que não me aguento mais. Hoje, até o doce está doce demais Eu, ácido. O que faço para encontrar alguma paz?