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A "Boa Nova" somos nós.

Setembro. Nome de canção. Verso de canção. Título de disco. Um mês de renovação. Uma bobagem poética, pura e simples relacionada ao início da estação das flores, Primavera.

Quando pensamos que todos os meses são passíveis de eternos começos, essa alusão torna-se inútil, completamente descabida. Mas, nós, humanos, necessitamos de uma mentirinha pra fazermos a vida acontecer. É cultural. Então, atribuímos à Primavera e consequentemente ao seu respectivo mês de nascimento, o início de nova safra e temporada de emoções.

Ilusão à toa? Pode ser. O fato é que para a humanidade nada disso importa, pois atua como se os próximos não existissem, como se aquela premissa do respeito, do amor, da partilha, da solidariedade e etc. fosse história pra boi dormir. Ninguém ou quase prática. É de causar náuseas o individualismo generalizado! As pessoas não se importam se outras morrem ao seu lado, "desde que não seja eu, a vítima ou o culpado".

E à Setembro, a responsabilidade de vir trazer a boa nova? Não! O mês não tem nada a ver com isso. Flores somos nós. E também nossa própria semeadura. A acomodação é o atraso dos dias. Escrevamos nós mesmos, os episódios da nossa nova temporada.


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