Pular para o conteúdo principal

Penso, repenso

A rotina nos faz pensar tantas vezes se continuar é mesmo válido. Penso, repenso e não chego a uma conclusão mais precisa, além daquela esperança normal que me impulsiona a autocrença. Sim, porque confio em minha "artisticidade" e sonhos ainda fomentam desejos.

Tenho medos. Como todo e qualquer mortal. Às vezes, meu exagero ultrapassa todos os limites toleráveis, mas ando e cago. Pouco importa se não agrado. Confesso que durante muito tempo era só essa a minha maior preocupação: agradar. O que o aprendizado nos oferece...

Impossível ser bom sempre, em tudo e para todos. A diversidade precisa existir para instigar novas interpretações, olhares panorâmicos sobre as pessoas que estão na luta e na lida com a gente. É ótimo ser diferente! Sinal que não fomos pré-fabricados, que não fomos produzidos num chão de fábrica.

A propósito, pode ser bem excitante como fantasia sexual, mas não oferece dignidade à concepção humana.

Enfim, a convivência com o que não nos identifica é um exercício de cidadania. O mundo não é personalizado. Cabe-nos a seleção, a conquista do que de fato nos representa. Sim! É difícil assimilar isso quando somos obrigados a nos sujeitar à falta de educação e limite das pessoas que nos cercam. Ao grotesco, ao desrespeito, aos dissabores cotidianos. Faz parte, infelizmente, de um processo lento de transformação e evolução. O saber é a consequência do divergir. E como o que eu sei pra mim ainda é pouco, é preciso seguir.


Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Da série "Frogmentos"...

“Incomoda-me demais esse ranço sócio-político-preferencial que nos envolve e que as redes sociais só fazem estimular.  O "pensamento" é restrito e o foco principal acaba sendo sempre descartado em função de individualismo e miopia cultural.” 

Sobre Trilhos à Beira-Mar

Imagens vêm e vão. Não me deixam em paz nos intervalos. Procuro ocupar meu tempo Com coloridos e infindáveis pensamentos A fim de sublimar meus medos. Eles nem são tantos... Representam apenas mais ou menos, grande parte de mim. Imagens vêm e vão. Elas se renovam e se revezam em lembranças E me levam de volta àquela maldita estação Onde por longos minutos, vida minha quase vi por um fio. Um fim de linha. Stop! “Nossos comerciais, por favor!” Retornar à realidade doeu no corpo deveras cansado. A alma aturdida, Mente descontrolável. Onde estão os meus sentidos nessa noite de abismos e sombras? Madrugada tão pouca em breve acalmar. Todas as canções, todas as futuras alegrias nos próximos dias, Não me farão chegar ao que eu fui um dia, À calmaria de um desconfortante recomeçar. A vida passa como desgraça sobre trilhos à beira mar. É preciso seguir, submergir para não naufragar. Sonhos, ainda em mim. Vida há enfim.

Anti-Doce

Hoje, até o doce está doce demais. O sabor açucarado me causa náusea de raiva por necessitar de enérgico sabor. O doce, hoje, não me despertou frescor. A glicose atingiu minha alma, passando batida pelo meu sangue em brasa. O dócil me traz o ócio de ter de fazer o que não me agrada, O que me revolta, O que me agride moralmente. Não há paladar que me aguente! Hoje, e nas próximas horas, nos momentos recentes, Tudo em mim, agora, transcende. Ultrapassa os devidos e coadjuvantes espaços, Rompendo laços de infinita aflição. Eu quero gritar! Não devo. Eu quero voar... Não posso! Eu quero extirpar a dor que habita em meu peito. Exagero? Só sei que não me aguento mais. Hoje, até o doce está doce demais Eu, ácido. O que faço para encontrar alguma paz?