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Liberdade Áudio-Visual

Não, esse não é um blog só de poesia. É um espaço livre onde eu possa me manifestar das mais variadas formas áudio-visuais. Tudo que eu achar necessário e relevante compartilharei aqui sem libido, sem censura, prevalecendo o bom senso. Disso, não abro mão.

Muitas pessoas confundem liberdade de expressão com ausência de limite e desrespeito. Hoje em dia, os valores estão quase perdidos, se não totalmente, deveras deturpados. Como autor, tenho uma responsabilidade pessoal de respeitar quem quer que seja, não somente porque possam vir a ser meus leitores, mas pela condição básica de convivência e sobrevivência humana. Ninguém é melhor ou pior do que ninguém, embora muitos se comportem assim. Somos diferentes. Em sexo, gênero e grau intelectual.

Ainda quero e preciso acreditar no ser humano, individualmente. Eu preciso me agarrar em alguma consequência como fomento de minha criação e até existência. Senão, enlouqueço ou desacredito de mim mesmo. E isso eu não quero, não posso, nem devo!

Assim, escrevo. Decodifico o meu olhar em palavras, que bem aplicadas, organizam-me ideias e sentimentos, gerando em mim e nos outros, uma possível transformação.

Talvez eu seja, não só, bem diferente. Mas, quem sabe, um bom diferencial?

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Da série "Frogmentos"...

“Incomoda-me demais esse ranço sócio-político-preferencial que nos envolve e que as redes sociais só fazem estimular.  O "pensamento" é restrito e o foco principal acaba sendo sempre descartado em função de individualismo e miopia cultural.” 

Sobre Trilhos à Beira-Mar

Imagens vêm e vão. Não me deixam em paz nos intervalos. Procuro ocupar meu tempo Com coloridos e infindáveis pensamentos A fim de sublimar meus medos. Eles nem são tantos... Representam apenas mais ou menos, grande parte de mim. Imagens vêm e vão. Elas se renovam e se revezam em lembranças E me levam de volta àquela maldita estação Onde por longos minutos, vida minha quase vi por um fio. Um fim de linha. Stop! “Nossos comerciais, por favor!” Retornar à realidade doeu no corpo deveras cansado. A alma aturdida, Mente descontrolável. Onde estão os meus sentidos nessa noite de abismos e sombras? Madrugada tão pouca em breve acalmar. Todas as canções, todas as futuras alegrias nos próximos dias, Não me farão chegar ao que eu fui um dia, À calmaria de um desconfortante recomeçar. A vida passa como desgraça sobre trilhos à beira mar. É preciso seguir, submergir para não naufragar. Sonhos, ainda em mim. Vida há enfim.

Anti-Doce

Hoje, até o doce está doce demais. O sabor açucarado me causa náusea de raiva por necessitar de enérgico sabor. O doce, hoje, não me despertou frescor. A glicose atingiu minha alma, passando batida pelo meu sangue em brasa. O dócil me traz o ócio de ter de fazer o que não me agrada, O que me revolta, O que me agride moralmente. Não há paladar que me aguente! Hoje, e nas próximas horas, nos momentos recentes, Tudo em mim, agora, transcende. Ultrapassa os devidos e coadjuvantes espaços, Rompendo laços de infinita aflição. Eu quero gritar! Não devo. Eu quero voar... Não posso! Eu quero extirpar a dor que habita em meu peito. Exagero? Só sei que não me aguento mais. Hoje, até o doce está doce demais Eu, ácido. O que faço para encontrar alguma paz?